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segunda-feira, junho 23

Histórias em quadrinhos ganham espaço na tela dos celulares

Depois de ganhar as telas grandes e pequenas, as revistas em quadrinhos de super-heróis, como o Homem-Aranha ou Super-Homem, logo podem aparecer numa tela ainda menor - a do telefone celular.


Empresários de terno lendo quadrinhos são uma visão rotineira nos trens japoneses, mas eles logo podem preferir os telefones celulares, uma vez que as editoras digitalizam cada vez mais seu conteúdo para faturar com os consumidores mais aficionados por celulares do país asiático.


O lançamento do iPhone 3G da Apple, no dia 11 de julho, pode estimular ainda mais o crescimento desse mercado de quadrinhos no celular, já que a tela sensível ao toque do aparelho facilita e é mais atraente à leitura, afirmam analistas.


Com o número de assinantes de celulares no Japão se aproximando dos 108 milhões, ou 85 por cento da população local, as operadoras estão mirando serviços que vão além da voz, com foco em serviços de conteúdo e transmissão de dados para elevar a receita.


E-mails, download de músicas e navegação na internet já são populares, e analistas esperam que os quadrinhos sejam o próximo grande segmento com o recente aumento no número de títulos para uso móvel.


O nicho de quadrinhos fez o mercado de publicações móveis dobrar no último ano fiscal para 22 bilhões de ienes (204 milhões de dólares), segundo a empresa de internet e mídia Impress R&D. O tamanho é quase três vezes maior do que o mercado de publicação para PCs. "Até agora, os usuários têm usado intensivamente os celulares para e-mail", afirmou o analista da Shinko Securities, Tomohiko Okugawa. "Agora estão procurando jogos e quadrinhos... essa é uma área que está ficando bem interessante".


O analista Hiroshi Yamashina, do Nikko Citigroup, disse que telas maiores e melhores em novos celulares irão ajudar os quadrinhos a se popularizarem nos telefones móveis.

Fonte: Reuters

terça-feira, maio 27

Polêmica - Processo da Viacom contra o YouTube ameaça a liberdade na internet, diz Google

RIO - O processo bilionário movido na Justiça dos Estados Unidos contra o portal de vídeos YouTube pode ameaçar a liberdade na internet, defendeu o Google, gigante que em 2006 adquiriu o serviço de vídeo mais popular da web. Os advogados do portal se manifestaram em juízo depois que a Viacom, gigante americana das comunicações, ameaçou expandir o pedido de indenização contra o portal de vídeos, alegando que conteúdos não autorizados são mantidos no YouTube, informaram as edições online dos jornais Washington Post e Telegraph nesta terça-feira.

Em 2007, a Viacom, que detém a MTV, a Dreamworks e a Paramount, entre outras empresas de entretenimento, deu início a um processo contra o Google e seu portal de vídeos YouTube pelo uso indevido e não autorizado de materiais protegidos por direitos autorais. O pedido de indenização é de US$ 1 bilhão. Como as empresas não chegaram a um acordo, a Viacom exigiu que o YouTube, e que pertence ao grupo Google, retire todos os vídeos de sua propriedade do ar depois que as empresas não conseguiram chegar a um acordo.

De acordo com os jornais, os advogados do Google registraram o manifesto em uma petição entregue a uma Corte de Manhattan na sexta-feira, dia 23, alegando que o processo "ameaça a forma que centenas de milhões de pessoas legitimamente trocam informações, notícias e se expressam política e artisticamente".

No processo, a Viacom alega que a internet concentra "uma explosão de desrespeito aos direitos autorais", comportamento liderado, segundo a empresa, pelo YouTube. A companhia alega que o processo foi iniciado porque o Google foi um dos únicos portais que não aceitou um "acordo justo de distribuição de conteúdo". A Viacom alega que o YouTube descumpre o Digital Millennium Copyright Act (ato de direitos autorais para mídia digital para o Novo Milênio), assinado em 1998 e considerada a única legislação americana capaz de regular copyright na era da internet.

O fundador do YouTube, Steve Chen, vendeu o YouTube para o Google no fim de 2006 por US$ 1,65 bilhão.


publicado no O Globo Online