sexta-feira, fevereiro 29

Software livre ganha market share nas grandes empresas

Convergência Digital :: 28/02/2008

Pesquisa realizada pelo Instituto Sem Fronteiras (ISF), com mais de mil empresas do país, revela que a solução aberta está presente em 73% das corporações que possuem mais de mil funcionários. O resultado do levantamento do ISF desmitifica a crença que o software livre seria utilizado em maior escala pelas menores empresas brasileiras.

Essa conclusão equivocada advinha da visão de sua menor liquidez e suas necessidades de TI específicas (mais voltadas às soluções proprietárias). Na verdade, este é o grupo no qual se verificou o mais baixo grau de adoção, ficando com 31% entre os segmentos horizontais estudados. Vale lembrar que são classificadas como menores empresas, àquelas que possuem menos de 99 funcionários.

Quanto aos computadores, nas empresas que já utilizam o software livre, houve um avanço de 12,4% na sua utilização nos últimos 12 meses. O levantamento, no entanto, constata que 53% dos entrevistados não utilizam software livre nos PCs.

Apenas 1% das empresas pesquisadas apontou que a utilização de software livre em seus PCs é integral (100%). Embora pareça pouco, transpondo este percentual para o número de empresas existentes no Brasil, estamos falando de números absolutos consideráveis.

Ainda no caso da utilização de software livre como sistema operacional nas empresas brasileiras, percebe-se que o maior índice de adoção encontra-se nas maiores empresas, nas quais se detectou 53% de uso.

A lógica é clara: as maiores empresas são menos permeáveis à pirataria em razão de sua maior capacidade de adquirir software proprietário ou de definir o uso de software livre, implementá-lo e geri-lo de forma eficiente. Quanto menor a empresa, no entanto, tais condições se deterioram, criando mercado para a pirataria de software.

Avaliando-se a utilização de software livre em servidores por parte das empresas brasileiras é possível constatar que há uma ampla adoção (56%). No entanto é preciso ressaltar que apenas 7% dos entrevistados assumiram usar o software livre em todos os seus servidores.

A região Centro-Oeste destaca-se nesta segmentação com 78% de adoção de software livre como sistema operacional de seus servidores. Deve-se citar que os sistemas operacionais baseados em software livre adequam-se às especificações e expectativas técnicas de áreas em que há grande volume de transações e processamento de dados, bem como armazenamento. Segurança, interoperabilidade e disponibilidade são, portanto, essenciais.

Muitas atividades de TI do segmento de governo enquadram-se em tais características. Entre as empresas que utilizam software livre, 48% mencionaram a utilização em aplicações de missão crítica. Posição que, informa o estudo do Instituto Sem Fronteiras, rompe mais um mito com relação ao software livre, de que a solução não estaria preparada para suportar os dados mais relevantes de uma companhia.

Com relação à polêmica questão do TCO (Total cost Ownerchipment) das empresas que utilizam software livre, 66% delas acreditam que o TCO é inferior às soluções proprietárias. Outro grande motivo mencionado por 64% dos entrevistados é de melhor aproveitamento do hardware.Entre as aplicações de gerenciamento de infra-estrutura, as empresas estão utilizando o software livre em virtualização de storage e servidores, assim como em data mirroring (replicação e sincronização).

Pesquisa do Instituto Sem Fronteiras (ISF) foi realizada com mais de mil empresas em todo o país e teve o patrocínio da IBM, Itautec, Intel e Red Hat. As entrevistas aconteceram nos meses de novembro e dezembro do ano passado.

ABA promove Fórum Internacional de Comunicação Digital

A Associação Brasileira de Anunciantes, ABA, realiza na próxima terça-feira, dia 4 de março, no Rio de Janeiro, o primeiro Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital.

Além de debater os aspectos fundamentais da mídia digital, atividade que vem ganhando cada vez mais importância na área de comunicação, o evento discutirá a valorização da web como meio gerador de negócios e de suporte operacional mercadológico e o seu uso como canal de comunicação e fator central para agregar valor às marcas.
O fórum será aberto com uma conferência internacional com Jeff Benjamin, Diretor de Criação da Crispin Porter, que falará sobre Comunicação Digital Integrada: o fim das fronteiras entre as ferramentas de comunicação.

Em seguida, haverá o Painel Empresas, que discutirá Os Desafios da Gestão de Comunicação Digital. Casos de sucesso: Coca-Cola e GOL Linhas Aéreas, apresentado por Celso Amereno, gerente on-line da Gol Linhas Aéreas, e por Adriana Knackfuss, gerente de marketing interativo da Coca-Cola Brasil. A moderadora do painel será Patrícia Fraga, gerente de multimeios da Petrobras.


À tarde, estão programados mais dois painéis. Andréa Leal, trade market manager da Microsoft; Leandro de Paula, diretor comercial da Microsoft; e Marco Bebiano, diretor de relacionamento da Google, vão debater A Comunicação se reinventando nos meios digitais durante o Painel Fornecedor. Vinicius Andrade, professor da ESPM e Doutor em Comunicação Digital, será o moderador.


Na seqüência, o Painel Agências vai discutir A convergência On-line / Off-line na prática: os desafios da integração no dia a dia das agências, com a participação de Michel Schwartzman, sócio-diretor de criação da 10’ Minutos Interactive, e Carlos Merigo, analista de tendências da agência Fisher América, e moderação de Leonardo Brossa, gerente de mídia da NDS Comunicação Digital.


O I Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital será realizado no Centro de Convenções do Barrashopping, das 8h30 às 18h.

quinta-feira, fevereiro 28

Yahoo lança serviço em que usuário vota em conteúdo

O Yahoo Buzz permitirá que escolhas dos internautas formem um conteúdo mais popular na página inicial26/02 - 21:36

O Yahoo anunciou nesta terça-feira, 26, que lançará o
Yahoo Buzz, serviço que usará os votos dos internautas para reunir o conteúdo mais popular da internet na página inicial do portal.Conforme noticiou a Reuters, o sistema - que está atualmente em fase de testes - contabilizará os votos dos usuários e procurará padrões para identificar notícias e vídeos interessantes a partir de várias fontes, reunindo informações, notícias, fotos e vídeos mais procurados pelos internautas.O Yahoo afirmou ainda que a evolução do Buzz poderá permitir a formação de uma base para um novo sistema de conteúdo, que poderá oferecerá maiores oportunidades de receita para os anunciantes.

Contribuição Patrícia Moura